SÃO PAULO - Três pessoas foram levemente feridas a facadas por um morador de rua no interior da Catedral da Sé durante a missa pelo 454º aniversário de São Paulo, ontem de manhã, que era acompanhada por autoridades, incluindo o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e ministros. Havia duas mil pessoas na Sé. A cerca de 2m do agressor, que portava uma faca de cozinha com 30cm e foi preso em flagrante, estavam sentados o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e o senador Eduardo Suplicy (PT). No mesmo setor de cadeiras, próximo ao altar, ainda se acomodavam Kassab, os ministros Carlos Lupi (Trabalho) e Luiz Marinho (Previdência) e secretários municipais de São Paulo.
O autor do ataque foi o pedreiro Benedito de Oliveira, 45, que é conhecido por colegas de Praça da Sé como “Benedito do Pagode”. O acusado assistia à celebração segurando um cavaquinho. Oliveira, com diversas passagens pela polícia por roubos e furtos, foi indiciado por tentativa de homicídio. Três horas após ser preso, ainda aparentando embriaguez, ele negou a jornalistas ter dado as facadas. O crime ocorreu durante a homilia do cardeal dom Odilo Scherer. dom Odilo chegou a suspender a homilia, em que tratou da história de São Paulo, por alguns segundos. Na confusão, o cardeal pediu calma.
Aos gritos de “Mata eu, São Paulo! Eu não quero morrer de fome!”, Oliveira pegou a faca e foi em direção ao altar. Poucos metros à frente estava o professor Ivan Bezerra dos Santos, 29, da Pastoral do Menor, que se preparava para fazer uma das orações. Ele levou dois cortes na mão direita ao tentar se defender do ataque. “Ele (Oliveira) iria acertar minha barriga (sofreu um leve arranhão). Eu já tinha percebido que ele estava perturbado, resmungava a toda hora”, disse.
Também ficaram feridos dois PMs, entre eles o capitão Mauro Ricciarelli, que ajudavam a conter o agressor. Logo em seguida, Oliveira foi imobilizado por sete pessoas, entre seguranças da igreja e policiais. Após a missa, dom Odilo disse que o caso foi “lamentável”. “Mas é preciso que a gente não atribua um peso demasiado a esse incidente. É claro que requer que tenhamos maior atenção à segurança na igreja quando há autoridades.”
Um comentário:
puxa q sacanagem neh, nem na missa esses caras perdoam
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